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domingo, 27 de fevereiro de 2011

A BANDA CALYPSO



Desfile Versace na Milan Fashion Week bem no estilo da Joelma do Calypso.


 Acho que Donatella poderia ser sua Personal Stylist!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

6º Colóquio de Moda




Bom, nessa última semana, participei do 6º Colóqio de Moda com o tema: Cibercultura e moda de rua: a febre dos Blogs.

Eis uma nota que saiu no Portal UseFashion sobre as palestras,   que  também assiti.

Terminou em São Paulo, na Universidade Anhembi Morumbi, o 6° Colóquio de Moda, evento que fomenta reflexões sobre diferentes segmentos inerentes à moda. Maior congresso científico deste campo no Brasil, esta edição seguiu utilizando o formato de grupos de trabalhos e mesas de debate para tratar de áreas como Arquitetura, Artes Plásticas, Figurino, História, Antropologia, Marketing, Comunicação e Sociologia.

Com a temática “Pensando Design”, na tarde do dia 15 de setembro, participaram de uma mesa de debate, mediada pela professora Doroteia Pires, 3 pesquisadoras internacionais: Nanni Strada, do Studio Nanni Strada; Chiara Colombi, do Politécnico di Milano; e Barbara Trebitsch, da Domus Academy.





De acordo com Nanni, que começou sua carreira no campo do vestuário ainda nos anos 1960, a curiosidade deve ser um elemento fundamental para o profissional de Design. Ela também destacou a importância da identidade cultural para o campo de criação. “Devemos buscar inspiração nas nossas próprias raízes, o que na realidade eu chamaria de hibridização, já que na era global tudo é muito parecido”. Como exemplo de produto “hibridizado”, ela citou a cadeira Favela da dupla Irmãos Campana.
Já para Chiara Colombi, design é conexo ao método dedutivo, sempre com o propósito de desenvolvimento de uma ideia. Com um campo de pesquisa atrelado ao design estratégico, Colombi enfatizou que “a pesquisa é um importante instrumento para a concepção em design”. Além disso, argumentou que, principalmente após a década de 1990, o homem passou a conectar-se ainda mais com o entorno social,. Daí a importância de um sistema de valores atrelado ao universo sociológico para o campo das pesquisas.




Por fim, Barbara Trebitsch encerrou o ciclo de apresentações argumentando que “o designer do futuro deverá ser capaz de sugerir um novo mundo, integrado a processos multidisciplinares”. Ou seja, atrelar a moda com outras áreas do conhecimento, enfatizados nesta edição do evento.




   
Além das dezenas de alunos inscritos, de diversas instituições do país, mediaram as apresentações professores como Cristiane Mesquita e Márcia Merlo, da Anhembi Morumbi; Ana Merly Sehbe de Carli, da Universidade de Caxias do Sul; Doroteia Pires, da Universidade Estadual de Londrina; e Helena Katz, da Universidade de São Paulo.

Dentre os participantes internacionais, nomes como Andrea Saltzman, da Universidade de Buenos Aires; Mário Mattos Ribeiro e Inês Simões, da Universidade Técnica de Lisboa; Danilo Cañizares, do IXEL Moda da Colômbia; e Enrico Cietta, da Diomedea, na Itália.



Fonte: UseFashion







sexta-feira, 2 de julho de 2010

Imagem e Texto

Edward Hopper, Chop Suey, 1929

...Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Clarice Lispector

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O que passa pela sua mente quando alguém diz "Vamos sair para beber?"



[]
[]

[]
E o pior é que é verdade...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

QUEM SOU EU ???

Nesta altura da vida já não sei mais quem sou....
Vejam só que dilema!!!

Na ficha da loja sou CLIENTE, no restaurante FREGUÊS, quando alugo uma casa INQUILINO,
 na condução PASSAGEIRO, nos correios REMETENTE, no supermercado CONSUMIDOR.

Para a Receita Federal CONTRIBUINTE, se vendo algo importado CONTRABANDISTA.
Se revendo algo MUAMBEIRO, se o carnê tá com o prazo vencido INADIMPLENTE,
se não pago imposto SONEGADOR.
Para votar ELEITOR, mas em comícios MASSA, em viagens TURISTA, na rua caminhando PEDESTRE,
se sou atropelado ACIDENTADO, no hospital PACIENTE.
Nos jornais viro VÍTIMA, se compro um livro LEITOR, se ouço rádio OUVINTE.
Para o Ibope ESPECTADOR, para um apresentador de televisão sou TELESPECTADOR,
no campo de futebol TORCEDOR.  Se sou PALMEIRENSE , SOFREDOR.
Agora, já virei GALERA. (se trabalho na ANATEL , sou COLABORADOR ) e,
quando morrer... uns dirão... FINADO, outros .... DEFUNTO, para outros ... EXTINTO,
 para o povão .... PRESUNTO.
Em certos círculos espiritualistas serei ... DESENCARNADO,
evangélicos dirão que fui .....ARREBATADO.
E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL !!!

Como brasileiro, ... se me passo por PATRIOTA, na verdade sou ....IDIOTA !!!
E pensar que um dia já fui mais EU...

(Luiz Fernando Veríssimo)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

TEXTO

A carícia perdida

Alfonsina Storni

Tradução de Carlos Seabra
Sai-me dos dedos a carícia sem causa,
Sai-me dos dedos… No vento, ao passar,
A carícia que vaga sem destino nem fim,
A carícia perdida, quem a recolherá?
Posso amar esta noite com piedade infinita,
Posso amar ao primeiro que conseguir chegar.
Ninguém chega. Estão sós os floridos caminhos.
A carícia perdida, andará… andará…
Se nos olhos te beijarem esta noite, viajante,
Se estremece os ramos um doce suspirar,
Se te aperta os dedos uma mão pequena
Que te toma e te deixa, que te engana e se vai.
Se não vês essa mão, nem essa boca que beija,
Se é o ar quem tece a ilusão de beijar,
Ah, viajante, que tens como o céu os olhos,
No vento fundida, me reconhecerás?

Fonte: Blog do Favre

    quarta-feira, 21 de abril de 2010

    Fado tropical





    Podem me chamar de brega, mas  amo essa do Chico...
    Oh, musa do meu fado 


    Oh, minha mãe gentil 
    Te deixo consternado 
    No primeiro abril 
    Mas não sê tão ingrata 
    Não esquece quem te amou 
    E em tua densa mata 
    Se perdeu e se encontrou 
    Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal 
    Ainda vai tornar-se um imenso Portugal 

    "Sabe, no fundo eu sou um sentimental 
    Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose 
    de lirismo...(além da 
    sífilis, é claro)* 
    Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em 
    torturar, esganar, trucidar 
    Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora..." 

    Com avencas na caatinga 
    Alecrins no canavial 
    Licores na moringa 
    Um vinho tropical 
    E a linda mulata 
    Com rendas do Alentejo 
    De quem numa bravata 
    Arrebato um beijo 
    Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal 
    Ainda vai tornar-se um imenso Portugal 

    "Meu coração tem um sereno jeito 
    E as minhas mãos o golpe duro e presto 
    De tal maneira que, depois de feito 
    Desencontrado, eu mesmo me contesto 

    Se trago as mãos distantes do meu peito 
    É que há distância entre intenção e gesto 
    E se o meu coração nas mãos estreito 
    Me assombra a súbita impressão de incesto 

    Quando me encontro no calor da luta 
    Ostento a aguda empunhadora à proa 
    Mas o meu peito se desabotoa 

    E se a sentença se anuncia bruta 
    Mais que depressa a mão cega executa 
    Pois que senão o coração perdoa..." 

    Guitarras e sanfonas 
    Jasmins, coqueiros, fontes 
    Sardinhas, mandioca 
    Num suave azulejo 
    E o rio Amazonas 
    Que corre Trás-os-Montes 
    E numa pororoca 
    Deságua no Tejo 
    Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal 
    Ainda vai tornar-se um imenso Portugal 
    Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal 
    Ainda vai tornar-se um império colonial 

    * trecho original, vetado pela censura 








    sexta-feira, 19 de março de 2010

    É ISSO!!!!!

    Vou-me Embora pra Pasárgada
    Manuel Bandeira

    Vou-me embora pra Pasárgada

    Lá sou amigo do rei

    Lá tenho a mulher que eu quero

    Na cama que escolherei

    Vou-me embora pra Pasárgada

    Vou-me embora pra Pasárgada

    Aqui eu não sou feliz

    Lá a existência é uma aventura

    De tal modo inconseqüente

    Que Joana a Louca de Espanha

    Rainha e falsa demente

    Vem a ser contraparente

    Da nora que nunca tive

    E como farei ginástica

    Andarei de bicicleta

    Montarei em burro brabo

    Subirei no pau-de-sebo

    Tomarei banhos de mar!

    E quando estiver cansado

    Deito na beira do rio

    Mando chamar a mãe-d'água

    Pra me contar as histórias

    Que no tempo de eu menino

    Rosa vinha me contar

    Vou-me embora pra Pasárgada

    Em Pasárgada tem tudo

    É outra civilização

    Tem um processo seguro

    De impedir a concepção

    Tem telefone automático

    Tem alcalóide à vontade

    Tem prostitutas bonitas

    Para a gente namorar

    E quando eu estiver mais triste

    Mas triste de não ter jeito

    Quando de noite me der

    Vontade de me matar

    — Lá sou amigo do rei —

    Terei a mulher que eu quero

    Na cama que escolherei

    Vou-me embora pra Pasárgada.

    Texto extraído do livro "
    Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90

    segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

    TEXTO

    Duas bolas, por favor 
    Danuza Leão
     Não há nada que me deixe mais frustrada
     do que pedir sorvete de sobremesa,
     contar os minutos até ele chegar
     e aí ver o garçom colocar na minha frente
     uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
     Uma só.
     
    Quanto mais sofisticado o restaurante,
     menor a porção da sobremesa.
     Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um 
    litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir 
    quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou 
    moderação.
     
    O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
     
    A vida anda cheia de meias porções,
     de prazeres meia-boca,
     de aventuras pela metade.
     A gente sai pra jantar, mas come pouco.
     
    Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
     
    Conquista a chamada liberdade sexual,
     mas tem que fingir que é difícil
     (a imensa maioria das mulheres
     continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
     
    Adora tomar um banho demorado,
     mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
     
    Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo,
     mas tem medo de fazer papel ridículo.
     
    Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD,
     esparramada no sofá,
     mas se obriga a ir malhar.
     E por aí vai.
     
    Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar',
     tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
     
    Aí a vida vai ficando sem tempero,
     politicamente correta
     e existencialmente sem-graça,
     enquanto a gente vai ficando melancolicamente
     sem tesão...
     Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'.
     Deixar de lado a régua,
     o compasso,
     a bússola,
     a balança
     e os 10 mandamentos.
     
    Ser ridícula, inadequada, incoerente
     e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. 
    Recusar prazeres incompletos e meias porções.
     
    Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou
     e disse uma frase mais ou menos assim:
     'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'...
     
    Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos 
    (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, 
    vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração 
    saciado.
     
    Um dia a gente cria juízo.
     Um dia.
     Não tem que ser agora.
     Por isso, garçom, por favor, me traga:
     cinco bolas de sorvete de chocolate,
     um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order',
     uma caixa de trufas bem macias
     e o Richard Gere,
     nu,
     embrulhado pra presente.
     OK?
     Não necessariamente nessa ordem.
     Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago . . .