sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Pernambucanas e Riachuelo


Visual retrô dos anos 1950 e militarismo são aposta

Pernambucanas
  

Florais estão espalhados pela coleção, que traz a estampa liberty e os ramalhetes de tamanhos médios. Babados, rendas e cinturas marcadas dão um toque retrô para as peças. O romantismo da década de 1950 é personificado nos modelos, e uma cartela de cores mágica traz tons empoeirados e adocicados como o blush, o lilás, o mentol, o rosa em vários tons, o coral e o cinza-mescla.

Referências militares e utilitárias também estão presentes. Entre as peças, destacam-se coletes, calças cargo, minissaias, regatas e cintos.

Riachuelo
  

Buscou inspiração em Las Vegas. De lá, trouxe o romantismo das luzes de neon, os ares folk do deserto americano, um perfume étnico e fortes influências militares.


O militarismo das linhas “Rock Militar” e “Urban Tribal Army” traz peças utilitárias. As modelagens são mais justas, como nas calças cargo skinny, ou minimalistas, como a alfaiataria das calças capri e das bermudas clochard. Os ombros marcados e as estampas camufladas arrematam a tendência.

“Mediterrâneo” é a linha que tem inspiração nos desenhos de azulejos marroquinos, enquanto “África” traz a diversidade do deserto em peças de linho e tecidos fluídos.


    

terça-feira, 21 de setembro de 2010

6º Colóquio de Moda




Bom, nessa última semana, participei do 6º Colóqio de Moda com o tema: Cibercultura e moda de rua: a febre dos Blogs.

Eis uma nota que saiu no Portal UseFashion sobre as palestras,   que  também assiti.

Terminou em São Paulo, na Universidade Anhembi Morumbi, o 6° Colóquio de Moda, evento que fomenta reflexões sobre diferentes segmentos inerentes à moda. Maior congresso científico deste campo no Brasil, esta edição seguiu utilizando o formato de grupos de trabalhos e mesas de debate para tratar de áreas como Arquitetura, Artes Plásticas, Figurino, História, Antropologia, Marketing, Comunicação e Sociologia.

Com a temática “Pensando Design”, na tarde do dia 15 de setembro, participaram de uma mesa de debate, mediada pela professora Doroteia Pires, 3 pesquisadoras internacionais: Nanni Strada, do Studio Nanni Strada; Chiara Colombi, do Politécnico di Milano; e Barbara Trebitsch, da Domus Academy.





De acordo com Nanni, que começou sua carreira no campo do vestuário ainda nos anos 1960, a curiosidade deve ser um elemento fundamental para o profissional de Design. Ela também destacou a importância da identidade cultural para o campo de criação. “Devemos buscar inspiração nas nossas próprias raízes, o que na realidade eu chamaria de hibridização, já que na era global tudo é muito parecido”. Como exemplo de produto “hibridizado”, ela citou a cadeira Favela da dupla Irmãos Campana.
Já para Chiara Colombi, design é conexo ao método dedutivo, sempre com o propósito de desenvolvimento de uma ideia. Com um campo de pesquisa atrelado ao design estratégico, Colombi enfatizou que “a pesquisa é um importante instrumento para a concepção em design”. Além disso, argumentou que, principalmente após a década de 1990, o homem passou a conectar-se ainda mais com o entorno social,. Daí a importância de um sistema de valores atrelado ao universo sociológico para o campo das pesquisas.




Por fim, Barbara Trebitsch encerrou o ciclo de apresentações argumentando que “o designer do futuro deverá ser capaz de sugerir um novo mundo, integrado a processos multidisciplinares”. Ou seja, atrelar a moda com outras áreas do conhecimento, enfatizados nesta edição do evento.




   
Além das dezenas de alunos inscritos, de diversas instituições do país, mediaram as apresentações professores como Cristiane Mesquita e Márcia Merlo, da Anhembi Morumbi; Ana Merly Sehbe de Carli, da Universidade de Caxias do Sul; Doroteia Pires, da Universidade Estadual de Londrina; e Helena Katz, da Universidade de São Paulo.

Dentre os participantes internacionais, nomes como Andrea Saltzman, da Universidade de Buenos Aires; Mário Mattos Ribeiro e Inês Simões, da Universidade Técnica de Lisboa; Danilo Cañizares, do IXEL Moda da Colômbia; e Enrico Cietta, da Diomedea, na Itália.



Fonte: UseFashion







segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Santa Augusta

Alguma acontece no meu coração.......


Bem, não sei se alguém vai ao menos ler esse relato de uma mini aventura na Paulicéia Desvairada, mas preciso relatar nem que seja pra meu pobre pc. Não sou de falar de vida pessoal, mas isso aqui merece!!!
Endereço: Rua Augusta, 976. Nome do Local: Santa Augusta.
Na entrada, um segurança todo de preto (terno) numa pequena porta onde vc não pode ver o que tem dentro.
Quase falei para ele "Fidélio" (quem viu o filme " De olhos bem fechados" com o Tom Cruise, vai entender).
Muitos posters de filmes "cool", mas um especialmente chamou minha atenção: não lembro o título, mas tinha a Derci Gonçalves em 1900 e guraná de rolha...
Ah, é claro, as maçanetas da porta : Duas facas de açougueiro daquelas retangulares de cortar osso..ui!
Enfim, adentramos o recinto.

Como descrever o lugar? (não tirei muitas fotos, fiquei um pouco intimidada).

Vamos tentar: Misture um boteco copo sujo com um cenário dos açougues e bares do filme "Gangues de Nova Iorque", um abatedouro (de bois mesmo), um inferninho e coloque uma pitada de Rock'n roll meio non-sense...aí vc pode ter idéia de como é o "Santa Augusta"!!!
 
Música de fundo ao entrarmos "Should I stay or Should I go", bem sugestivo. No telão (bem no alto, pois o bar tem pé direito duplo), um espécie de documentário sobre o "The Clash". Mesas e cadeiras de f órmica azul (pra quem tem mais de 25, fica fácil visualizar). Algumas forradas com tecido Art Nouveau. Meia-parede de azulejo branco de abatedouro. No balcão, instrumentos de corte de carne enferrujados pendurados.
 
Algumas placas em luz neon, cartazes mais diversos afixados nas paredes. Sobre o caixa, quadros daqueles com fotos antigas, parecendo pintadas, com casais (como nossos avós). Ah, não esquecer da meia luz de inferninho! Em uma outra grande parede ao lado da porta, um painel bucólico, de uma fazenda e suas vaquinhas...a...o lado, uma cabeça de touro (como aquelas de casa de campo americanas).
 
Ao lado da nossa mesa, um cartaz em forma de boi com a logo da LV, escrito próximo à pata "Luís Vitão". Não lembro de todos os detalhes, mas era mais ou menos isso...Ah, uma coisa ruim : o preço da long neck : R$6,00!!!! Mas para um lugar tão surreal como aquele tava de bom tamanho!
 
 
AS PESSOAS: numa grande mesa à minha frente, uns 15 argentinos rockabilly! Isso mesmo: pegue o Maradona e misture com o James Dean!! O bar não estava muito cheio pois era terça feira, né? Ao lado e mais a frente, um bando de Pats fazendo o estilo "cool" , meio "fake". No balcão, pessoas realmente interessantes, com visuais que não podemos apreciar em BH!
Ah, um casal  com cada par entrando dentro do outro no balcão e mais algumas pessaos, que o álcool não me deixa recordar... Realmente algo que só se encontra em SAMPA!!!
 

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Istambul Fashion Week



bahar_02Looks de Bahar Korcan © Divulgação
Istambul pode (ainda) não ser reconhecida como uma capital da moda, mas a cacofonia de estilos eebulição cultural que tomam conta das ruas da cidade já servem como bons indicadores para o potencial da maior cidade da Turquia _e mais populosa da Europa.
Com indústria têxtil poderosa, mercado de moda em crescimento e população com considerável poder de compra, Istambul tem se tornado extremamente atrativa para o mercado europeu que começa um cortejo mais positivo para agregar a Turquia ao rol de países de integram a União Europeia.
A Istanbul Fashion Week, que terminou no último sábado (28/08), é um dos fatores que deve ser levado em conta. Ainda que com alguns problemas típicos dos eventos de moda “embrionários”, não restam dúvidas da importância da cidade para o futuro do mercado fashion. Destaques foram poucos: alguns novos estilistas, Arzu Kaprol, Bora Aksu e Bahar Korcan.
kaprolLooks de Arzu Kaprol ©Divulgação
Kaprol, estilista já bem estabelecida com diversas lojas espalhadas pela Turquia, apresentou uma coleção de pegada futurista, mostrando um interessante trabalho de volumetria ora maxi, ora mini, apenas em pequenos e ricos detalhes _ainda que com alguns deslizes de proporção.
boraLooks de Bora Aksu ©Divulgação
Bora Aksu, estilista radicado em Londres onde recém formou-se na Central St. Martins, buscou no universo do underwear a essência de seu verão 2011. Toda em tons claros, suas roupas falam de uma feminilidade na medida certa, nem muito menina, nem muito mulher sensual. Corsets, bojos, e rendas misturavam-se, sobrepunham-se e fundiam-se em looks que, não fosse o styling confuso, seriam muito mais facilmente assimilados.
bahar_01Looks de Bahar Korcan ©Divulgação
Fato semelhante aconteceu com a Bahar Korcan. Para o verão 2011, a estilista quis transformar seu desfile em performance artística. Levou a passarela para o palco, trocou a tenda onde aconteciam os desfiles da IFW pelo prédio de uma das primeiras estações de rádio do mundo, e mostrou sua moda de traços simples e contornos lúdicos.
De perto as roupas em si só cresceram em valor. Conceitualmente e materialmente mais ricas, elas traziam uma certa magia tão essencial para a moda _e tão em falta nas coleções e no evento como um todo. Com cintura marcada, quadris acentuados e um interessante jogo de sobreposições de camadas desestruturadas, as peças acabaram ofuscadas pela luz teatral da apresentação e pela falta de movimento.

Fonte: http://ffw.com.br

domingo, 12 de setembro de 2010

O livro que comemora 40 anos de Kenzo



kenzo-capas“Kenzo”, o livro
O livro e a grife tem o mesmo nome.  Esse ano, em que a marca (que já não é mais dele) comemora 40 anos, o atual diretor artístico Antonio Marras prepara um livro pra colecionadores e fashionistas editado pela Rizzoli. As capas (são 3 diferentes) são de tecido, o conteúdo vai dar conta de toda a história da marca, e de quebra existem umas surpresas do tipo um pop up, aquelas imagens que saem da página e que são comuns em livros infantis (veja a imagem abaixo). “Kenzo”, o livro, ainda não foi lançado – ele começa a ser vendido em outubro. 

kenzo-pop-up

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Clogs: usar ou não usar?

Eles passaram muitos anos no limbo dos sapatos e não recebiam muitos adjetivos além de “feio” e “cafona”. (eu, particularmente ainda acho). Mas depois de serem apontados como as estrela do desfile de primavera 2010 da Chanel e aparecerem nos pés de celebridades, como as gêmeas Olsen e a atriz Rachel Bilson, os clogs (apelido hype pros bons e velhos tamancos!) parecem ter se transformado no calçado de verão da vez, na opinião de vários fashionistas e interessados em moda!
Sem falar no tanto de gente que jurou nunca usar o modelo e já se renderam aos feitiços da mídia, desfilando seu par de clogs por aí! Falei com as vendedoras de lojas como Corello, Arezzo e Santa Lolla e. adivinha? Disseram que os danados não param nas prateleiras. Chegam na loja e logo são vendidos…
Mas como usar a tendência (pra quem tem essa coragem)? Primeiro tem que ter atenção ao comprimento da roupa, fica "lindo" com shortinhos jeans e mini saias rodadas, mas se a escolha for a calça jeans, prefira os modelos mais curtinhos ou com a barra dobrada, pra não brigar com o calçado. 
E vocês ? Vão aderir a mais essa tendencinha?

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Spring Summer 2011 Womenswear Buenos Aires




Juana Arco





domingo, 5 de setembro de 2010

Look da Semana



Pra uma baladinha...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Anh?

 
Megan Fox, Drew Barrymore e Julia Roberts 
 
Nem sempre os famosos acertam nas produções, não é?

    quarta-feira, 1 de setembro de 2010

    Bolsa Estampada -

    Todo mundo sabe que bolsas, assim como sapatos, são verdadeiras paixões.
    Mas, parece que as vezes uma febre aflige a maioria das mulheres e todo mundo se apaixona pela mesma bolsa.
    A atual queridinha é o modelo Alexa da Mulberry, e é dificil uma marca que não tenha feito a sua versão.
    Mas, o que acontece quando todo mundo tem uma bolsa parecida, principalmente, em uns dos tons caramelos (como a do momento), para chamar de sua?
    A mulherada se cansa, pois já não é preciso sonhar, ela está ali ao alcance do seu cartão de crédito (débito, cheque, crediário) e não parece mais algo tão novo.
    E ai, coloca-se a bolsa para "bater" e a leva para caçar o novo modelo inspirador.
    Eu me pergunto se a graça não está em caçar aquela bolsa e no prazer de comprar, ou pelo menos, saber onde comprar.
    Bom, e o que as marcas fazem para despertar nosso desejo? Lançam uma versão diferente, que se destaca das demais.
    Foi o que a Mulberry fez, e agora há as versões estampadas tanto da Alexa quanto dos outros modelos da marca.
    Quanto tempo para você começar a ver ai pelas ruas? Nem que seja uma inspirada.

    Então, agora é mirar nas estampas.
    Notaram que o tom de roxo está predominando nas fotos acima?

    Mas, tem bichismo na Mulberry também.

    E parece que outras marcas também resolveram que é a hora da bolsa estampada.
    Repare na coleção de Dolce & Gabbana, toda trabalhada no bichismo colorido.

    As bolsas de Christian Louboutin não causam o mesmo frenesi que seus sapatos, mas ele também resolveu investir na bolsa estampada.

    Quem é, ou gosta de se inspirar nas fashionistas, já deve saber que a concorrente do modelo Motorcycle, Balenciaga e da tal Alexa, com certeza, é o modelo Diego Bucket, a bolsa saco de Alexander Wang, que também tem sua versão estampada.

    Você é mais clássica, ou gosta mesmo é de um monograma? A Louis Vuitton juntou o seu famoso LV com estampa de flores.
    Ok, volta e meia Marc Jacobs convida um artista para reformular os modelos da marca, e até já saiu na revista Veja que os modelos "normais" da LV estão perdendo espaço para os modelos mais caros e exclusivos.

    Agora, a bolsa que a Katie Holmes apareceu usando não é do tipo que eu vejo e digo: "é uma Louis Vuitton".
    Não que eu seja uma especialista, mas esse é um modelo que foge do lugar comum, chama aviator, e advinhem? Ela é estampada.

    A Prada, acho que cansada de tanto ser copiada (que atire a primeira pedra quem não passou na frente de um camelo vendendo uma bolsa de nylon preta com o logo da marca), também investiu nas estampas.
    E tem para todo gosto, desde uma coisa "sim eu lembro um tecido chita", até bolsa na onda militar.

    Mas, você bate o pé e diz "sou clássica", e não gosto de monograma.
    Então, inpire-se nesta Valentino, que tem estampa que lembra uma renda.

    Até a Miu Miu, na sua coleção Resort resolveu colocar estampas na bolsa.

    E o que dizer da Burberry? Quem nunca viu uma das suas clássicas bolsas com estampa xadrez?

    Pois bem, a marca resolveu inovar e pipocar a bolsa com estrelas.

    Para quem não curte estampas de forma alguma, também existem versões que fogem do comum, com tecidos e materiais diferentes, como estes modelos da Chloé e da Chanel.

    A carioquíssima Farm tem uma bolsa com bolinhas e gatinhos.


    Mas, você não tem certeza que vai ver isso pelas ruas?

    Bom, com bichismo são mais comuns e você mesma já deve estar cansada de ver fotos.

    Agora, se tem um modelo que eu sinceramente espero não ver muito por ai, é essa bolsa transparente da Prada. Não consigo gostar.

    Mas, não precisa ser bolsa de marca conhecida para apostar estampas, o modelo que vem dobradinho e vira uma bolsa grande da Saky Sacks.